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Por que ir de bicicleta?

Dicas para o ciclista urbano:

Parte I: Como sobreviver ao trânsito
Parte II: Pedalando de madrugada
Parte III: Por que não pedalar na contramão?
Parte IV: Por que ocupar a faixa
Parte V: Na empresa não tem chuveiro, como eu faço?

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08/06/2006 12:23
A Gol cobra para transportar bicicletas

Eu tinha escrito um artigo meio pesado sobre esse assunto, porque no meu entender a Gol estava desrespeitando a lei ao realizar essa prática. Há tempos a empresa cobra um adicional de quem transportar uma bicicleta, mesmo estando dentro dos limites de bagagem, desmontada e acondicionada no chamado "mala-bike". A taxa já foi de R$ 25,00, passou pra R$ 50,00 e agora está em R$ 100,00. Se o cliente reclama, ainda é capaz de ter que agüentar deboche dos funcionários. Outras empresas não cobram nada, só o excesso quando esse peso for ultrapassado.

Eu acreditava que a lei garantisse o direito de transportar a bicicleta dentro da franquia de bagagem, pois a legislação cita o limite de 23kg e faz referência apenas a animais vivos. Uma bicicleta, já com a embalagem, pesa sempre bem menos do que isso e, até onde eu tenha notado, não tem vida própria; apesar disso, essa página do site da Gol diz que a franquia de bagagem não pode ser utilizada para bicicletas ou pranchas de surf.

Mas algumas pessoas com formação jurídica ou que trabalham na área de aviação pesquisaram o assunto e descobriram que a companhia tem sim o direito de cobrar. Ela pode cobrar sobre o que considerar como bagagens especiais, que seriam inaceitáveis "por razões de peso, tamanho ou características frágeis ou perecíveis". A Gol pode alegar que uma bicicleta tem características frágeis que exigem tratamento especial - afinal, eles realmente não podem jogá-la no carrinho de transporte junto com as malas. A TAM por exemplo cobra para transportar pranchas de surf, prática também realizada pela Gol, pois a prancha é relativamente frágil e volta e meia há casos de ressarcimento.

Apesar disso, a Federação de Triathlon do Estado do Rio de Janeiro (FTERJ) continuará tentando na justiça reaver os valores cobrados dos triatletas do estado e informou por e-mail que aguarda um pronunciamento oficial da Agência Nacional de Aviação Civil sobre o assunto.

Enquanto muitas empresas se esforçam para incentivar o esporte, sempre tem quem tente andar na contramão. Quando for viajar de avião com a bicicleta, leve em conta não apenas o preço da passagem, mas também a taxa adicional para o transporte do seu equipamento, pois R$100 é uma taxa *BEM* salgada. Exercite sua liberdade de escolha e opte por uma empresa que respeite o esportista.

Agradecimentos ao Leandro Martinucci e à FTERJ.

enviada por +crux+






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Willian Cruz é mountain-biker praticante do estilo cross-country, mas adora descer uma escadinha com sua hard-tail. Ciclista urbano por definição, trilheiro de vez em quando, cicloturista quando pode, competidor uma vez ou outra e cicloativista na medida do possível, dá seus pulos por aí na área de informática. Gerente de Sistemas e Desenvolvedor com 18 anos de experiência, já trabalhou para empresas como Editora Globo, iG, Globo.com, Mandic e G&P, tendo participado de diversos projetos de publicação de conteúdo na internet.

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